quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Leandro Bomfim lança segundo CD

Compositor lança trabalho com participações de Marcos Suzano, André Abujamra, Arthur Maia e Barbatuques, simultaneamente, no Brasil e Espanha. Com nove faixas, todas autorais e inéditas, compositor inova nos arranjos, linguagem e conceito sonoro
O que é moderno? Nossa, taí uma pergunta que ninguém vai conseguir responder. Mas quando a gente fala de um som contemporâneo, autoral e inovador nas soluções rítmicas e poéticas, aí sim fica mais fácil de identificar o trabalho de Leandro Bomfim. Compositor, cantor, instrumentista e produtor, Leandro lança seu segundo CD, com nove faixas, todas de sua autoria. No trabalho, participações de André Abujamra, Marcos Suzano, Arthur Maia e Barbatuques, entre outros artistas. O lançamento acontecerá simultaneamente no Brasil e na Espanha, com distribuição da Tratore e Tangará, respectivamente, além da distribuição digital.

O CD é uma espécie de relato na primeira pessoa, como afirma o próprio autor. “Coloco ali várias experiências pessoais, um conjunto de imagens sonoras. Cada música tem uma paisagem diferente, como a viagem de um eterno caminhante”, completa Leandro. Isso mesmo, uma espécie de sinfonia pop, uma história que precede outra, mas que também pode ter vida independente. 

A “caminhada” do CD começa com Maré, faixa que de certa forma apresenta o autor em letra e música. Em letra, porque Leandro mostra sua extraordinária articulação com as palavras e tiro certeiro nos refrões. Música, porque a faixa é um tremendo balanço, característica mais que marcante em todo o trabalho do compositor.

Lembrando que todas as composições são exclusivamente de Leandro, só os arranjos têm a participação de outros músicos, o CD segue com Lá no Mar, uma balada suingada com bastante tempero no arranjo. Além de compor e cantar, Leandro toca o violão e faz a programação de loops. A terceira faixa, Fogo na Mente, também um tremendo balanço, tem um refrão que gruda na cabeça, “fogo na mente / fogo na mente / viciado em arte e imaginação”.

A quarta faixa, Nem mesmo eu – meu forró não tem fronteira. E não tem mesmo. Uma super música com um repente na primeira parte, na voz de Marcelo Preto. A canção literalmente alça vôo. É um forró turbinado. Olha lá as participações, além de Marcelo Preto, com os Barbatuques, estão aí também André Abujamra, Marcos Suzano e José Nigro, músicos que aparecem em várias faixas e em outros trabalhos do autor. 

Vento Leve, a quinta faixa, é um perfeito casamento de música, letra e arranjo. A sensação é de um caminhar lento e tranqüilo -- dá pra sentir um “vento leve” na cara. A solução lingüística é no mínimo elegante. O CD segue com Meu destino, numa ambientação sonora contemporânea e funcional. Logo entra a voz de Leandro, cheia de verdade e inspiração, transparente. Por todos os lados fica evidente a trajetória desse eterno caminhante. A letra é um convite pra que a gente nunca se acomode.
Me Leva, a sétima faixa, é um dos mais belos manifestos ecológicos dos últimos tempos. Uma espécie de mantra que enche a consciência de imagens cristalinas. Um happening. Depois o CD continua com Óculos, uma dessas canções de identidade e assimilação imediata. Forte candidata a sucesso instantâneo onde quer que caia, muito também, além da sempre excelente resolução rítmica, por conta da letra e refrão: “não quero ver mais nada / quero deixar meus óculos na tua casa”. Gênio. Para terminar, Leandro opta por uma solução crua, mas não menos musical. Entoa à capela a canção Seu Zezinho, como um verdadeiro contador de histórias que é. Uma ode à sabedoria e amizade. 

Isso mesmo, um trabalho cheio de fraternidade, espontaneidade, luzes, imagens, sonoridade, ritmos, idéias. Um autor que produz, reinventa, embala sua própria obra. Faça você mesmo, construa seu próprio caminho. Você é o responsável, o caminhante de si mesmo. Esse pode ser o recado que fica. Mas não dá outra. Quanto mais se escuta o som do Leandro, mais descobertas vão aparecendo. É mágica!

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